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Combinação de negócios / tratamento contábil – fusões e aquisições

combinação de negóciosA crise global consumiu vários trilhões de dólares dos mercados. Devido à rápida ação dos governos, a credibilidade no sistema foi sendo restabelecida gradativamente. Dessa forma, o volume de fusões e aquisições, OPAs (Oferta Pública de Aquisição de Ações) e reestruturações societárias no Brasil superou a marca de R$ 180 bilhões em 2010. Em 2009, esse número chegou a R$ 119 bilhões.

Em função desse cenário recorrente no mercado de fusões e aquisições e, sobretudo, pelos eventos que ocorrerão no Brasil nos próximos anos, como Copa do Mundo, Olimpíadas e pré-sal, é importante entendermos o funcionamento das combinações de negócios, fusões e aquisições de empresas, processos que poderão ser vistos com frequência no país.

Essas operações podem ser classificadas por diferentes formas de combinações e estratégias, com exigência de variados tipos e níveis de investimentos, cujos principais objetivos são a diversificação de negócios, ampliação de mercado, busca por recursos naturais e capacitação estratégica e/ou eficiência produtiva. O tratamento contábil dessas operações é considerado de extrema complexidade, sendo tratado pela deliberação CVM nº 580, que determina o CPC 15 – Combinação de negócios (IFRS 3). Isso trouxe uma complexidade superior ao que era requerido pela prática contábil brasileira anterior.

A combinação de negócios é uma transação ou outro evento em que uma entidade obtém o controle sobre um ou mais negócios. O ponto-chave da definição está na obtenção do controle, definido como o poder de governar as políticas financeiras e operacionais da entidade de forma a obter benefícios de suas atividades.  Ela pode ser estruturada de diversas maneiras, quando uma ou mais entidades se tornam subsidiárias da adquirente, uma entidade transfere seus ativos líquidos para outra, as entidades envolvidas transferem seus ativos para uma nova entidade, entre outros modelos. É importante lembrar que o CPC 15 não se aplica a joint ventures.

Entre os modelos de aquisições entre empresas, podemos destacar as aquisições reversas, na qual a adquirida emite títulos patrimoniais para realizar a compra. Tal estruturação pode ter diversos motivos, como uma entidade de capital fechado que adquire uma de capital aberto ou uma empresa grande compra uma empresa pequena, porém a segunda incorpora a primeira para fazer aproveitamento de tributos.

Contudo, o único método de contabilização aceito é o método de aquisição que exige as seguintes etapas:

- Identificação do comprador;

- Determinação da data de aquisição;

- Determinação do custo da aquisição;

-Reconhecimento, classificação e mensuração dos ativos adquiridos e passivos assumidos;

- Reconhecimento e mensuração da participação de acionistas não controladores;

- Reconhecimento e mensuração do ágio por rentabilidade futura (goodwill) ou ganho proveniente de compra vantajosa.

O reconhecimento da combinação de negócios no formato de CPC 15 já é uma realidade no Brasil em função do processo de convergência contábil ao padrão internacional, finalizado em 2010. Assim, nos processos de fusões e aquisições é importante que se faça todo um planejamento das etapas que terão que ser percorridas e já ter um conhecimento dos impactos que essa aplicação trará para as demonstrações financeiras consolidadas.

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O novo cenário da profissão de contador

novo cenário na profissão de contadorOs profissionais da área contábil: contadores, auditores, consultores contábeis e fiscais, estão se deparando com  mudanças significativas ou  substanciais que estão ocorrendo nas diretrizes ou normas que regem ou disciplinam o exercício da ciência contábil. Essas mudanças são decorrentes ou resultantes da integração da realidade contábil brasileira no cenário global ou mundial no universo do mundo dos negócios.

Essas mudanças, anteriormente, não eram comuns e tão significativas. Como conseqüência, todos os profissionais  da área contábil, necessitam estar atentos e ter conhecimento das alterações que estão e continuam ocorrendo a cada momento.

De forma geral todas as normas, regras, procedimentos contábeis, entre outros, eram disciplinadas pela legislação societária e pelas diretrizes de regulamentação governamental para algumas atividades (seguros, financeiras, cooperativas, previdenciária, planos de saúde, concessionárias de serviços públicos, etc.) e poucas mudanças ocorriam. Raramente uma norma contábil era modificada ou sofria influência da realidade do mundo dos negócios.

Em geral, empresários, titulares dos patrimônios e dos demais recursos que envolviam as transações do mundo dos negócios demonstravam pouco conhecimento ou interesse nas atividades da área contábil, existindo assim, um grande número de profissionais e escritórios contábeis, que só tinham conhecimento das transações a serem registradas, baseando-se nos documentos ou comprovantes que lhes passavam para criação dos registros contábeis. A preocupação do profissional voltava-se para a regra fiscal da legislação do imposto de renda em vez da realidade de negócios.

Atualmente novos desafios recuperam a ciência contábil e seus profissionais. Nosso país está crescendo e firmando-se no cenário mundial, com capacidade de solidificar a continuidade dos fundamentos da sua economia, refletindo o crescimento, o respeito e o interesse de todos os investidores em nossas atividades.

As modificações atuais que ocorrem nas demonstrações contábeis estão em linha com a realidade internacional do mundo dos negócios.  As novas normas que disciplinam e regulamentam as atividades do contador, através da introdução das Normas Brasileiras de Contabilidade, Resoluções do Conselho Federal de Contabilidade e demais órgãos reguladores, estão ocorrendo em grande número.

Os instrumentos de atividade da contabilidade no cenário atual são muito bem vindos, mas, profissionais devem interagir com esse novo cenário. Escolas, professores, cursos de formação, profissionais e alunos da área devem estar conscientes da nova realidade.

Surge um cenário de constantes mudanças, informações e procedimentos a serem adotados e atualizados. Tudo isso proporcionará aos contadores a oportunidade de demonstrarem a eficiência e integração à realidade da área contábil no mundo dos negócios.

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Qualificação dos contadores

qualificação dos profissionais da contabilidadeUm dos assuntos mais comentados no mundo dos negócios são as mudanças feitas no setor de contabilidade e que têm como objetivo uniformizar e otimizar a profissão. No último dia 10 de junho, mais uma importante modificação foi divulgada pelo Diário Oficial, a Lei nº 12.249, que chegou para reforçar a importância do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).

Entre as novidades, o destaque é para a qualificação dos contadores. Todos os profissionais contábeis agora deverão passar por um exame de qualificação. O teste é similar ao que é exigido aos bacharéis de direito, a prova da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), e visa garantir que somente profissionais certificados atuem no mercado.

O Conselho Federal de Contabilidade é o regulador e fiscalizador da profissão no Brasil. É ele o responsável por definir os contadores e técnicos em contabilidade que estão habilitados a cumprir suas funções. Também é reservado ao órgão o direito de emitir as Normas Brasileiras de Contabilidade.

O uso do padrão IFRS, a utilização do SPED e a qualificação dos profissionais contábeis são mudanças que influenciam não só as empresas como a sociedade de forma geral para adquirirem um padrão de excelência nas atividades desenvolvidas, independente da área de atuação. Se assim como o contábil, todos os setores passassem por “reformas”, com certeza o país teria muitos benefícios e ganharia ainda maior visibilidade e credibilidade no mercado mundial.

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IFRS e SPED: duas importantes mudanças

As padronização do sistema contábilNestes últimos tempos, as empresas tiveram que se adaptar a diversas transformações. Estes desafios enfrentados por executivos são consequência tanto da evolução e expansão da tecnologia, quanto dos problemas que acontecem sem aviso prévio.

Algumas situações como crises de credibilidade ou financeiras são exemplos de surpresas desagradáveis que qualquer empresa está sujeita a enfrentar. Por outro lado, algumas mudanças têm o objetivo de padronizar as atividades do setor, deixando-o mais transparente e prático, enfim, a tecnologia é usada a favor das corporações.

Entender sobre estas transformações e se adequar às novas mudanças é indispensável para os empresários que desejam manter o padrão de qualidade das suas organizações. Para ajudá-los, vamos falar um pouco mais sobre o IFRS e o SPED, duas importantes mudanças do setor contábil/tributário:

- IFRS (International Financial Reporting Standards ou Normas Internacionais de Relatório Financeiro): são as normas internacionais de contabilidade que tem como objetivo padronizar o sistema contábil. Todos os pronunciamentos são revisados e publicados pela IASB (International Accounting Standards Board)., Como parte dos IFRS, há um conjunto de outros tipos de pronunciamentos técnicos que fazem parte da estrutura das normas internacionais como IAS, SIC e IFRIC.

Aqui no Brasil, uma grande quantidade de Pronunciamentos, Orientações e Interpretações do  CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis), órgão criado para estabelecer a convergência das praticas contábeis nacionais com as internacionais,  já foi emitida e aprovada, havendo ainda parte atualmente em audiência pública. A previsão é que até o final do ano, vários outros pronunciamentos sejam emitidos, quando substancialmente a convergência estará alcançada. Entre os pronunciamentos já emitidos, encontra-se o conjunto de normas estabelecido para as pequenas e médias empresas (basicamente todas as outras que não as consideradas como limitadas de grande porte, as empresas de capital aberto, instituições financeiras e outras entidades regulamentadas), o qual já encontra-se  em vigor desde primeiro de janeiro deste ano.

- SPED (Sistema Público de Escrituração Digital): Tem como função principal a integração dos fiscos federal, estaduais e municipais, mediante a padronização, racionalização e compartilhamento das informações contábeis e fiscais digitais.

Ao todo, o projeto SPED é composto por 3 etapas: nota fiscal eletrônica, SPED Contábil e SPED Fiscal. Além da padronização, o sistema pode trazer outros benefícios como redução de custos e tempo, mais segurança e diminuição dos encargos com o comprimento das obrigações. As empresas que recolhem o imposto de renda pelo regime de lucro real devem entregar o SPED contábil até 30 de junho de 2010, relativamente  às informações de 2009.

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